MAGNUM CAP e Univ Coimbra,
juntos a demonstrar tecnologia V2G.

Para a MAGNUM CAP a ligação às universidades é essencial. A MAGNUM CAP beneficia do conhecimento inovador e de investigação e por sua vez, a universidade pode conhecer melhor as necessidades e as prioridades do sector de modo a poder dar resposta com formações adaptadas e especializadas.

Com esta aproximação, estamos a desenvolver em conjunto com a universidade de Coimbra o projecto demonstrador V2G.

Este projeto é cofinanciado pelo programa Portugal 2020 e União Europeia através do fundo Centro 2020

Fomos falar com o Professor Aníbal Traça de Almeida sobre este projeto.

Qual a razão do interesse pelo V2G ?

Avaliei em 2001 uma proposta da universidade de Delaware, do professor Kempton, que foi quem inicialmente propôs a tecnologia V2G e na altura achei um conceito muito inovador: Tirar partido de um ativo – O carro – que tipicamente, está estacionado grande parte do tempo e pode proporcionar melhor qualidade de serviço na rede elétrica, sem que seja necessário investimentos avultados.

Quando chegarmos a um universo elevado de veículos com capacidade V2G, é muito tentador pois funcionam como carga flexével no carregamento e quando a rede tem necessidade de apoio, esses veículos podem prestar esse serviço injetando a energia necessária. – Um conceito muito inovador.

Já passaram quase 20 anos, e foi necessário dar tempo à tecnologia das baterias, para se desenvolverem e chegarmos ao ponto em que estamos hoje, em termos de custos e de durabilidade. Atualmente já temos veículos com autonomias simpáticas, na ordem dos 400 Kms e a tendência é que esses valores continuem a aumentar. Durante os próximos anos, seguramente a maior parte dos modelos lançados para o mercado terão baterias acima dos 60 kWh e é com este tipo de capacidade que o potencial de interação e atração começa a funcionar.

Em Ilhas com percursos reduzidos e controlados a vontade de disponibilizar a bateria pode ainda ser maior.

O V2G é uma tecnologia muito interessante para introduzir e incentivar o crescimento da produção da energia renovável e intermitente, com armazenamento nos veículos e disponibilização à rede quando necessário.

Em Portugal, quer o solar, quer o eólico, já tem um peso significativo, com crescimentos a um bom ritmo nas próximas décadas. Estamos a fazer a transição dos combustíveis fósseis para a eletricidade, principalmente a produzida de forma renovável e quando adicionamos a tecnologia V2G, estamos a colocar na equação a capacidade da armazenagem (Storage) – A integração das energias renováveis é facilitada com este tipo de tecnologia.

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Deixamos de ter o backup das centrais a carvão e o backup passam então a ser os carros ?

As centrais a Carvão em Portugal a perspectiva é encerrarem entre 2020-2030, o que vamos precisar é de centrais de ciclo combinado.

A partir do momento em que temos armazenagem em hídricas reversíveis, ou utilizando tecnologia V2G, mesmos as centrais de ciclo combinado irão ser menos requisitadas .

Os veículos elétricos são portanto um backup em movimento, da rede …

Exactamente.

Fazer este projeto demonstrador da tecnologia V2G na universidade de Coimbra, qual o propósito e objetivos ?

O propósito é ensaiar a utilização da tecnologia no edifício da universidade, por outro lado é olhar para os carregadores e ajudar a torná-los o mais eficiente possível. Estes carregadores devem ter uma eficiência elevada no fluxo de troca. As perdas de energia devem ser evitadas, tornando-as tão eficientes quanto possível. A própria tecnologia tem vindo a evoluir e a eletrónica de potência já está num estágio que permite grandes melhorias de desempenho. A nossa perspetiva é apoiar a MAGNUM CAP no desenvolvimento de soluções eficientes.

O que é considerado uma boa meta de desempenho?

Que o equipamento, nos fluxos de troca, tenha um rendimento no minímo de 90%.

Há espaço para melhoria ?

Sim. Dos testes que fizemos, existem melhorias que podem ser implementadas.

Se pensarmos que uma hídrica reversível tem uma eficiência de cerca de 80%, se no V2G chegarmos a rendimentos de 95 % temos sistemas mais eficientes com um custo de investimento muito menor, para além de que as baterias têm uma resposta rápida não têm o tempo de aquecimento de centrais térmicas pelo que acomodar picos de consumo é muito mais célere com V2G.

O V2G tem todos os ingredientes para ser uma tecnologia com futuro.

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